Não, não estou falando do trono de Nero, que era todo feito de marfim. Nem do trono de ouro de um dos césares. Não, absolutamente.
Esse trono era de um simples pescador que após ter sido convidado por seu irmão para conhecer o Messias, teve seu nome mudado pelo próprio Nosso Senhor Jesus Cristo, de Simão, para Cefas, que significa Pedra (Jo 1, 46), pois sobre ele seria construída a Sua Igreja.
Ele não possuía sangue nobre, mas recebeu do próprio Deus o título de príncipe dos Apóstolos.
São Pedro o primeiro papa, de sua cátedra pregava para os primeiros cristãos nas catacumbas. Mais tarde, após o término das perseguições a Igreja, o trono de Pedro foi transladado das catacumbas para a basílica Constantiniana de Latrão.
Durante um período da história, os papas se sentavam nele no dia de sua coroação e nas solenidades da Páscoa e do Natal. Por receio de que se pudesse perder esta relíquia tão preciosa, recobriram-na de bronze e a colocaram no fundo da Basílica do Vaticano, coroada com a tiara, rodeada de anjos e ligeiramente sustentada pelas mãos de quatro doutores da Igreja: Santo Ambrósio, São João Crisóstomo, Santo Atanásio e Santo Agostinho. Estas colossais imagens são feitas de bronze dourado.
Aonde foram parar os tronos dos césares que dominaram e subjulgaram o mundo durante sua existência?
Talvez encontre-se em algum museu empoeirado, esquecido (se é que ainda existem).
O trono daquele que foi perseguido por amor à justiça permanece até hoje, sendo venerado por cristãos do mundo inteiro e esta é uma prova da imortalidade da Igreja.
Na festa da Cátedra de Pedro, é bom relembrar essas situações que a história registra.
Por Emílio Portugal Coutinho.
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